ela não para de me seduzir

Ela não para de me seduzir, estou ficando louca

Pergunta: Eu sou menina, tenho 17 anos. No início de fevereiro comecei a fazer cursinho aqui em Brasília. Antes das aulas começarem, eu tinha prometido a mim mesma que não iria me permitir ter “crushes” (paqueras), porque sempre sofro com eles.

Resultado: dois dias depois eu estava perdidamente apaixonada por uma menina. Vamos chamá-la de Tati quebra barraco.

As semanas foram se passando e, depois de atingir meu limite de “trouxisse”, desisti dela.

É aí que meu problema surge.

Por eu ter focado exclusivamente na Tati lá (sempre que gosto de alguém, só essa pessoa existe na minha imaginação sexual/amorosa), eu não dei a devida atenção as outras meninas da minha sala. Ou seja, eu nem tinha olhado para elas e também não estava nem um pouco a fim de olhar. Porque sofrer é muito ruim (tenho Vênus em peixes).

Desencanei da Tati e fiquei de boa.

Até que um belo dia depois do cursinho, eu fui pra saída e uma menina (que podemos chamar de Fu©ker, porque é isso o que ela está fazendo com minha vida), estava lá esperando a carona dela pra ir embora.

Bom, eu já tinha a visto antes (óbvio né, já que ela é da minha sala) e a única coisa que vinha na minha cabeça, quando eu a via com sua amiga, era “LÉSBICAS! LÉSBICAS!”. Meu gaydar super apitava e tals, mas já que eu estava doida pela outra lá, não liguei pra isso. Enfim, eu pouco reparava nela, Porém, eu notava uns olhares, olhares esses que eu também não estava nem aí. Porque eu tinha 0% de interesse por ela e hoje eu babo por ela. Parece que o jogo virou, não é mesmo? Só que naquele dia, eu a peguei me secando. Foi tipo: ela estava no portão, eu cheguei lá perto, ela me deu uma checada e eu percebi. Sei lá, se ela fez de propósito! Gente, sério, vocês vão ver o que estou passando.

Tá, ela ter me secado não deveria significar nada, já que realmente não significa nada. Mas isso me fez pensar nela, me fez dar atenção a ela.

Resultado: eu passei a reparar nela nos dias seguintes.

Comecei a reparar em váaaaarias coisas desde o dia da secada. Acho que não tem nem duas semanas, mas eu sou muito observadora com esse tipo de coisa, agora como eu estou em relação ao vestibular da UNB???? A resposta é: “??//??/……. Oi?”.

Como eu já deixei claro eu não me importava pro que ela achava de mim (assim como eu faço com 99% das pessoas, o 1% da população que eu ligo sobre o que pensa de mim faz parte do grupo “crushes” (paqueras)). Tanto é que eu já paguei vários “micões” perto dela, tipo ela me ver cantando e eu 100% nem aí.

Lá no cursinho, na minha sala, eu sempre sentei atrás com minhas amigas, até que um dia resolvemos ir sentar na frente. E quem senta na frente? Sim, Fu©ker.

E isso aconteceu simultaneamente com o evento “eu passar a reparar nela” e desde então algumas coisas aconteceram.

Uma situação que vou destacar é que no início do cursinho, quando eu ainda estava “Tati Lover”, sentei na frente uma vez, mais especificamente ao lado da Fu©ker. Foi assim: eu e minha amiga Roger (nome fictício, óbvio) saímos lá do “fundão” e fomos pra frente, porém, pra chegar onde queríamos, tivemos que passar ao lado dela e sua amiga que é super “pintosa”. Fu©ker, que tem o olhar mais intenso deste universo (sério, é uma loucura) me acompanhou com os olhos durante todo meu percurso, mesmo depois que sentei. Ela ainda me olhou por uns 3 segundos. É doida, sério, fico pensando nisso agora e me pergunto o que se passou na cabeça dela, se ela estava ciente que me encarava daquele jeito, se foi sem querer ou se ela estava analisando algo nada a ver. Sei lá, só sei que isso confunde ainda mais as coisas.

Tá, voltando.

No inicio dessa semana, aconteceu de Fu©ker and I (e eu) sentarmos uma do lado da outra, o que foi um evento inédito. Porque nosso relacionamento até então era baseado em olhares loucos nada discretos, que sei lá o que significam no mundo misterioso de Fu©ker. Ela chegou com uma cara muito sexy, totalmente séria, puxou a cadeira do lado da minha (mantendo uma distância segura entre nós) e se sentou. Até aí tudo bem. Só um detalhe: Eu a sequei das 19 até às s3 horas e ela não parava quieta na cadeira, toda hora mexia o cabelo, estava uma loucura a tensão sexual (se isso for coisa da minha cabeça, sério, eu preciso muito me tratar).

No primeiro horário, eu estava “de boa” na sala, quando chega uma senhora que trabalha no cursinho e me chama. Eu fiquei tipo: “????????”. Mas fui lá, né. Era meu pai, ele tinha esquecido a chave e veio pegar a minha. Fui na minha carteira, peguei a chave e entreguei pra papai. Voltei pra sala e fui fazer a manobra mais difícil do meu dia: me sentar. As cadeiras do cursinho são ruins na hora de sentar, e somando com minha destreza (ou melhor, a falta dela), derrubei meu caderno e uma caneta quando sentei. O caderno, eu peguei, e a caneta? Bom, a caneta caiu exatamente em cima da mochila de Fu©ker. Que se dispôs prontamente para pegá-la e me entregar. “Obrigada.” Eu falei mal olhando pra ela.

A ironia nisso tudo é que nossa primeira interação real se deu por causa de papai, que é super homofóbico. Funny (engraçado), universo, realmente muito funny.

Depois disso o primeiro horário seguiu e quando terminou fui ao banheiro. Quando eu voltei e cheguei na minha carteira e Fu©ker estava com o braço em cima do lugar onde coloco as costas. Pensando sabe-se lá em que e nossas carteiras agora estavam muito mais próximas. Porque best friend forever (melho amiga pra sempre) dela chegou e pra ela sentar Fu©ker teve que ficar perto de mim.

Eu parei e olhei com cara de interrogação. E fiquei realmente confusa procurando meu lugar, Porque a menina estava abraçada na minha carteira (não abraçada né, mas vocês entenderam). Ela olhou pra mim e percebeu o que estava acontecendo.

“Desculpa, desculpa”! Ela falou meio desesperada. Eu ri né, não sei se falei alguma coisa. Sentei e a vida seguiu comigo secando ela. Até que nossa tensão sexual foi interrompida com ela conversando com um povo e ouvi a segunda frase vindo de sua boca: “meu namorado”. Nesse momento eu literalmente fiquei tipo: “Mas o que? Essa menina é mais “sapatão que eu”. Sério, foi um choque. Ok, né, vida que segue. Mas eu não acreditei nisso, porque o jeito que ela me olha não é possível, gente, sério.

No dia seguinte cheguei e não sentamos uma do lado da outra porque uma trupe veio sentar na frente (2 meninas que nunca tinha sentado na frente antes). Fu©ker e eu ficamos a três carteiras de distancia. Nossa interação do dia se resumiu em: eu no chão catando minhas canetas que uma amiga minha tinha jogado e ela chegando do intervalo, se ajoelhando, pegando e me dando uma caneta que estava do meu lado, sem nem me olhar e depois, no final da aula, quando eu a peguei me olhando de relance. Ela estava virada pra conversar com a amiga, mas levantava o olho pra me olhar. Na cabeça inocente dela, eu não estava vendo. Mas tenho super poderes de ser sonsa quando quero. E outra coisa foi que eu a sequei descaradamente num dos intervalos. Tipo: “Eu te quero”. Acho que ela notou. A aula acabou e fim do dia.

Dois dias depois, no anterior Fu©ker havia faltado, ela chegou atrasada toda linda, bonequinha, sentou perto das amigas, longe de onde eu estava, porque é outra sala e os esquemas são outros.

Depois do primeiro horário tem um intervalo de 25 minutos, saí com uma amiga e um cara e fomos pra padaria onde ela estava com as amigas. Quando voltei pra sala fui sentar do lado desse menino (jogada estratégica, já que ficaria mais perto do “mozão”). Tinha a carteira dela, uma atrás, e depois a minha. Fiquei secando ela a aula de música toda. Uma hora da minha vida dedicada a ela e durante isso toda essa confusão de “namorado x ela me comer com o olhar”, ficou na minha cabeça. Até que fiquei louca da vida com isso e me revoltei por ela está fazendo isso comigo.

Deu o próximo intervalo, eu, a louca do zodíaco, fui igual um bicho encher minha garrafinha e Fu©ker estava no corredor com as amigas. Nem olhei na cara dela, porque se olhasse, eu “dava” nela (mentira, não olhei porque sou trouxa). Mas estava brava e passei rápido. Na volta, fui rápida também com uma cara de besta, nem olhei na cara dela, mas percebi que a cabeça dela me acompanhou e eu fiz mais cara de besta ainda (passei bem ao lado dela, porque o corredor não é largo). Dei meu chilique super imaturo e fui pra sala, olhei pra ela, só que eu estava sem óculos, então nem sei o que rolou.

Eu estou louca e confusa! Me ajudem, irmãos!

Maria, 17 anos.


Resposta: Maria, esse é o maior texto que já publicamos até aqui. Geralmente optamos por textos menores. Mas, o seu é tão rico em detalhes, que traz o leitor ao seu cotidiano e a sua tensão amorosa.

As mulheres escolhem um conjunto de fórmulas para definir as suas personalidades. Dentre estes ingredientes, algumas optam em serem sedutoras, outras em gostar de ser seduzidas. Podem ser dominantes, ou gostarem de ser dominadas. Enfim, é uma ciência de muitas probabilidades.

A sua paquera pode está te dando um convite, pra você entrar nesse universo e decifrar a sua composição. Só há um jeito de descobrir se esse ingresso é real ou não: você entrar na festa! Sim, isso mesmo que você está pensando! Em responder as investidas dela! Chame-a para conversar e coloque tudo pra fora. Diga que você está completamente na dela!

Alguém tem que partir para o ataque, porque senão a relação não vai passar da troca de olhares. Isso será bom para resolver esse impasse amoroso e voltar a focar nos estudos.

 

Sou o conselheiro deste site, uma pessoa que enxerga que o amor é a base para uma vida feliz e o alicerce para todas as outras coisas darem certo. Já errei muito na vida amorosa e com os erros vieram os acertos. E por isso, espero poder compartilhar as minhas opiniões, experiências e visões de mundo com você. Para, de alguma forma, poder te ajudar.

comentários
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    O texto é grande e confuso, mas não mais confuso que vc.

     
    17 de março de 2016
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    Acabe com essa confusão, garota. Esses lances de olhares e olhares e um tal de sentou na cadeira, foi beber água, estava com o braço não sei onde, fui no banheiro, no intervalo das aulas e tal e tal e tal, não passam de uma descrição detalhadinha dos seus passos. Relacionamentos, namoros, propostas, interações e coisas correlatdas são bem mais do que eventos assim. A sua ‘confusão’ reside talvez justamente nisso: você supervaloriza eventos corriqueiros.

     
    16 de março de 2016

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